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Hoje Ontem

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Mãos me fascinam enormemente, acredito que nelas estão toda a história da vida de uma pessoa. Quando olho para as mãos de alguém, principalmente idosos, imagino pelo o que aquelas mãos passaram o que faziam para viver, são vivencias e cicatrizes que não só a alma carrega, mas sim, em especial as mãos. As fotos foram feitas em julho de 1999, um trabalho que estava a espera de um porque, o momento chegou, a passagem para a cianotipia foi feita em 2021. Uma lembrança e homenagem ao hoje e ontem. Ontem agora  Aranha rendeira  tece de novo o nhanduti do sonho  com o mesmo fio de outrora.  A alma se enreda  na teia sutil  de ontem agora.  Helena Kolody  Hoje Ontem  Hoje é o futuro de Ontem  Amanhã é o Ontem de Hoje  Como nossas mãos carregam tantas cicatrizes   Tantas histórias, tantas indas e vindas por lugares,  Corpos e objetos.  Observe-as, e irá sentir o Hoje Ontem das pessoas.  Vivien Zanlorenzi

Ressurection — Arte como testemunho do renascimento coletivo

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Criada logo após a pandemia, Ressurection não é apenas uma obra visual, é um manifesto silencioso, uma elegia à sobrevivência e à esperança. A mão que emerge das águas turbulentas carrega o peso de milhões de outras que também lutaram para respirar, para se reerguer, para reencontrar o céu depois de tanto tempo submersas. A exposição que acolheu essa obra tornou-se palco de memórias compartilhadas. Cada traço, cada respingo de cor, ecoa o trauma e a força de um tempo em que o mundo parou, mas o espírito humano não se rendeu. A água, símbolo de purificação e de perigo, envolve o braço como se tentasse retê-lo, mas é vencida pela vontade de ascender. O céu, em tons suaves, representa o futuro que se abre: incerto, mas possível. Ressurection é, portanto, um rito de passagem. Um lembrete de que, mesmo nos dias mais sombrios, há beleza na persistência. Que a arte pode ser cura, e que o gesto de levantar a mão, seja para pedir ajuda, seja para tocar o infinito, é sempre um ato de fé.

Livro da Artista "Ciclos da Vida"

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 A Vida e a Morte caminham lado a lado desde o instante em que os pulmões se abrem ao primeiro sopro de ar. Nesta série, busco revelar o limiar delicado entre esses dois estados, o nascimento e o fim, e a extrema fragilidade que os separa. Cada página é uma reflexão sobre esse instante de transição, onde a existência se mostra efêmera e preciosa. O livro-obra torna-se metáfora desse sopro inicial, ao mesmo tempo promessa e despedida, luz e sombra. Técnica: Livro da artista Materiais: tinta acrílica sobre papel envelhecido com chá, aplicação de folhas de ouro Medidas: 16,5 x 24 cm fechado; 33 x 24 cm aberto Ano: 2023

Dispares - Livro da Artista

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Díspares nasceu como algo que transcende minha breve existência e meus sentimentos aparentemente insignificantes. É uma obra que dialoga com a realidade e expõe minha alma em sua totalidade. Como o título sugere, tudo na vida possui dois lados: o bom e o ruim, o feio e o belo, a escuridão e a claridade. Este livro-obra revela ambos os lados do meu ser, convidando o espectador a senti-los. De um lado, a escuridão tingida por cores; do outro, a claridade que carrega as mesmas tonalidades do lado escuro. Ambos conversam entre si, interligados de maneira sutil, mas ainda assim completamente díspares. É nesse contraste que se simboliza a dualidade da vida: o externo e o interno, o visível e o íntimo.   Dimensões: 0,14 x 0,20 m fechado; aberto em estrela: 0,45 m de diâmetro e 0,20 m de altura  Materiais: tinta acrílica sobre papel Montagem: papel sulfite colorido 90 g e papel cartão preto

CATÁLOGO GERAL do ACERVO do MAC MUSEU de ARTE CONTEMPORÂNEA do PARANÁ

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Uma de minhas obras como parte do acervo do MAC/PR. Segue o link 👇 https://www.mac.pr.gov.br/sites/mac/arquivos_restritos/files/documento/2022-06/catalogo_geral_acervo_mac_1.pdf Quando ainda usava apenas meus dois nomes, sem sobrenome, inicio de carreira. 

A arte diáfana de Vivien Zanlorenzi (Revista Toró)

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Confiram minha obra na Revista Toró, no link:👇  https://medium.com/toroeditorial/a-arte-di%C3%A1fana-de-vivien-zanlorenzi-95333de33395

Livro da Artista "Herba Residem“

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A obra  “Herba Residem” (Grama Reclusa) , concebida em abril de 2020 durante a quarentena, traduz em forma plástica a experiência de isolamento humano e a busca por introspecção em tempos de crise; composta por dez páginas em tempera gouache sobre papel, com dimensões que reforçam sua natureza íntima, o livro evoca tanto a dramaticidade da reclusão quanto a intensidade do conhecimento interior, remetendo às pandemias históricas como ciclos de controle natural da humanidade e, ao mesmo tempo, simbolizando a resistência silenciosa da vida que persiste mesmo em condições de escassez, tornando-se um testemunho artístico da resiliência e da profundidade que emergem da adversidade. Trabalho feito com Tempera Gouache sobre papel. O material escolhido também remete a tempos escassos. O livro é composto de 10 páginas, nelas procurei trazer a dramaticidade da reclusão e ao mesmo tempo a intensidade do conhecimento interior. "Herba Residem", em português "Grama Reclusa"........