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Minha participação na exposição resultante da residencia artística da Airez, sob curadoria de Guilherme Zawa. A exposição aconteceu na Micro Galeria em Buenos Aires no mês de março de 2026.  "No meio do caminho tinha um caminho"   Livro da artista e painel. Artografia dos afetos. Os dois trabalhos feitos com café e tinta aquarelados. Com bordados com fio de algodão e folhas de ouro. As inscrições inelegíveis feitas com canetas especiais de tecido Fachada da Micro Galeria - Buenos Aires - Argentina Artista e obra Visto de fora da galeria  
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 Um pouquinho sobre o processo criativo de "Artografia dos Afetos". Meu processo criativo é orientado pela escuta e pela observação sensível do meu próprio cotidiano. A matéria da arte, para mim, está nas relações, nas memórias, nos gestos e nas camadas que compõem o tempo vivido. Pinto como quem costura afetos, como quem tenta traduzir o invisível em cor e forma. Cada tela é um espaço de encontro; entre mim, o mundo e quem a observa. A arte, no meu entendimento, é uma linguagem de resistência e de revelação. Ela nos permite dizer o que não cabe em palavras, acessar o que está silenciado, e imaginar o que ainda não existe. No mundo, a arte tem o papel de abrir frestas: para o sensível, para o diverso, para o humano. Ela não resolve, transforma. Não explica, toca.   E é nesse movimento de abertura que ela nos convida a ver com outros olhos.
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  O trabalho atual de Vivien Zanlorenzi  @artevivienzanlorenzi  , "Artografia dos Afetos", é como um mapa de sentimentos que reúne experiências e emoções de toda uma vida. Nele, busca costurar memórias, gestos e afetos em suportes que dialogam entre si: papel e tecido. Essa união se torna um espaço de encontro, onde a escrita, o traço e a aquarela se entrelaçam às camadas de cor e textura. Em ambos os suportes aplicou folhas de ouro, que funcionam como pontos de luz e respiro, intensificando a dimensão simbólica da obra. Além disso, bordou palavras como saudade e fé, entre outras ligadas aos sentimentos, criando uma tessitura poética que atravessa o trabalho. O livro foi realizado em português e o tecido em espanhol, refletindo as duas línguas dos países onde a obra será exposta. Ao unir papel, tecido, ouro e palavra, Vivien constrói uma cartografia íntima que convida o olhar a percorrer caminhos de afeto e resistência. ️   Guilherme Zawa

Hoje Ontem

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Mãos me fascinam enormemente, acredito que nelas estão toda a história da vida de uma pessoa. Quando olho para as mãos de alguém, principalmente idosos, imagino pelo o que aquelas mãos passaram o que faziam para viver, são vivencias e cicatrizes que não só a alma carrega, mas sim, em especial as mãos. As fotos foram feitas em julho de 1999, um trabalho que estava a espera de um porque, o momento chegou, a passagem para a cianotipia foi feita em 2021. Uma lembrança e homenagem ao hoje e ontem. Ontem agora  Aranha rendeira  tece de novo o nhanduti do sonho  com o mesmo fio de outrora.  A alma se enreda  na teia sutil  de ontem agora.  Helena Kolody  Hoje Ontem  Hoje é o futuro de Ontem  Amanhã é o Ontem de Hoje  Como nossas mãos carregam tantas cicatrizes   Tantas histórias, tantas indas e vindas por lugares,  Corpos e objetos.  Observe-as, e irá sentir o Hoje Ontem das pessoas.  Vivien Zanlorenzi

Ressurection — Arte como testemunho do renascimento coletivo

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Criada logo após a pandemia, Ressurection não é apenas uma obra visual, é um manifesto silencioso, uma elegia à sobrevivência e à esperança. A mão que emerge das águas turbulentas carrega o peso de milhões de outras que também lutaram para respirar, para se reerguer, para reencontrar o céu depois de tanto tempo submersas. A exposição que acolheu essa obra tornou-se palco de memórias compartilhadas. Cada traço, cada respingo de cor, ecoa o trauma e a força de um tempo em que o mundo parou, mas o espírito humano não se rendeu. A água, símbolo de purificação e de perigo, envolve o braço como se tentasse retê-lo, mas é vencida pela vontade de ascender. O céu, em tons suaves, representa o futuro que se abre: incerto, mas possível. Ressurection é, portanto, um rito de passagem. Um lembrete de que, mesmo nos dias mais sombrios, há beleza na persistência. Que a arte pode ser cura, e que o gesto de levantar a mão, seja para pedir ajuda, seja para tocar o infinito, é sempre um ato de fé.

Livro da Artista "Ciclos da Vida"

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 A Vida e a Morte caminham lado a lado desde o instante em que os pulmões se abrem ao primeiro sopro de ar. Nesta série, busco revelar o limiar delicado entre esses dois estados, o nascimento e o fim, e a extrema fragilidade que os separa. Cada página é uma reflexão sobre esse instante de transição, onde a existência se mostra efêmera e preciosa. O livro-obra torna-se metáfora desse sopro inicial, ao mesmo tempo promessa e despedida, luz e sombra. Técnica: Livro da artista Materiais: tinta acrílica sobre papel envelhecido com chá, aplicação de folhas de ouro Medidas: 16,5 x 24 cm fechado; 33 x 24 cm aberto Ano: 2023