Um pouquinho sobre o processo criativo de "Artografia dos Afetos".
Meu processo criativo é orientado pela escuta e pela
observação sensível do meu próprio cotidiano. A matéria da arte, para mim, está
nas relações, nas memórias, nos gestos e nas camadas que compõem o tempo
vivido. Pinto como quem costura afetos, como quem tenta traduzir o invisível em
cor e forma. Cada tela é um espaço de encontro; entre mim, o mundo e quem a
observa.
A arte, no meu entendimento, é uma linguagem de resistência
e de revelação. Ela nos permite dizer o que não cabe em palavras, acessar o que
está silenciado, e imaginar o que ainda não existe. No mundo, a arte tem o
papel de abrir frestas: para o sensível, para o diverso, para o humano. Ela não
resolve, transforma. Não explica, toca.
E é nesse movimento de abertura que ela nos convida a ver com outros
olhos.

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